quarta-feira, 2 de julho de 2014

EDUCAÇÃO - EVASÃO ESCOLAR


Evasão escolar é o abandono da escola antes da conclusão de uma série ou de um determinado nível. O fenômeno da evasão escolar‚ conceituado como o abandono da escola pelo aluno durante o ano letivo, antes da conclusão de uma série e consequentemente, de um curso. Trata-se de uma verdadeira ameaça à realidade educacional de muitos países do mundo, tendo no Brasil um dos campeões desta situação negativa e vergonhosa.

Na concepção de Bissoli a evasão escolar é um fenômeno que reflete negativamente na educação, principalmente, nos investimentos desta área, pois onera os recursos a ela destinados. Basta considerar aspectos como o custo de uma sala de aula completa com 30 alunos, que é o mesmo de uma com apenas 10, quando 20 são evasores.

Além dos prejuízos diretos, sobrevêm outros ainda mais sérios, tais como a perda da capacidade de desenvolvimento, pois este só existe com cidadãos preparados como seres humanos e como profissionais.

Quanto à sociedade como um todo, os principais custos da evasão escolar são relativos a manutenção de programas sociais como saúde, assistência social, seguro desemprego e outros e, maior probabilidade de que pessoas com menor nível educacional se envolvam em atividades anti-sociais de alto risco, como crime, uso de drogas, gravidez precoce que geram custos adicionais à sociedade.

CAUSAS DA EVASÃO
A permanência dos alunos na escola é um dos grandes desafios da educação. A escola como determina a LDB, deve garantir a entrada e permanência dos alunos até que seus estudos estejam concluídos.

A evasão escolar é um problema crônico em todo o Brasil, sendo muitas vezes passivamente assimilada e tolerada pelo sistema de ensino e pela comunidade. As consequências da evasão escolar podem ser sentidas com mais intensidade nas cadeias públicas, penitenciárias e centros de internação de adolescentes em conflito com a Lei.

A falta de educação de qualidade que seja atraente e não excludente e a pobreza são algumas das causas do vertiginoso aumento da violência que nosso País vem enfrentando nos últimos anos. O combate à evasão escolar nessa perspectiva surge como um eficaz instrumento de prevenção e combate à violência e à imensa desigualdade social que assola o Brasil, beneficiando toda a sociedade. Infelizmente inexistem mecanismos efetivos de combate à evasão escolar no nível de escola, ou no nível de sistema de ensino. Na verdade, muitas são as causas da evasão escolar. Tendo como ponto de partida a questão político- social, pelo fato de não haver uma responsabilidade educacional, por parte daqueles que se responsabilizam pelo governo, em seus diferentes âmbitos. Algumas destas causas são fixas, portanto, crônicas.

Segundo Bissoli outras causas vão surgindo com o correr do tempo e as transformações criam oportunidades para que elas se transformem em um sério problema para toda a sociedade, tais como:
- Cansaço natural dos alunos, após um dia de trabalho, impedindo frequência regular e atenção às aulas;
- Falta de professores devidamente especializados para o ensino elementar a adultos, de vez que as escolas normais têm como mira especial o ensino a alunos;
- Falta de material didático variado e ajustado aos interesses e necessidades do estudante adulto;
- Instabilidade do local de trabalho, especialmente no caso das domésticas e dos operários em construções, que abandonam a escola onde estavam para não enfrentarem o preço demasiadamente alto das passagens, quando têm que procurar emprego em lugar distante.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas várias são as possíveis causas da evasão escolar:
- Falta de acompanhamento dos pais na vida escolar do aluno;
- Dificuldades com transporte escolar: superlotação, precariedade, distante da escola;
- Problemas familiares;
- Dificuldades de aprendizagem;


Existem outras causas identificadas na experiência do cotidiano da escola, tais como: a falta de autoestima, fragilidade na saúde, má alimentação, desvios por má companhia, ausência de perspectivas futuras, incapacidade para assimilar o que é ensinado, incompatibilidade com professores, além de outras.

A experiência mostra que além das causas elencadas pode ser destacada, ainda, uma série de outras, sendo algumas semelhantes ou complementares àquelas.
  Segundo Queiroz, os estudiosos têm analisado o fracasso escolar, a partir de duas perspectivas: dos fatores externos à escola, e, a partir de fatores internos.

Como fatores externos, a autora relaciona o trabalho, as desigualdades sociais, a criança e a família. E como fatores internos a própria escola, a linguagem e o professor.

Trata-se de uma tarefa complexa, posto que para detectar tais causas, há diversos interesses que camuflam a real situação a ser enfrentada. Com efeito, à colher informações juntos aos professores e/ou diretores, muitos apontarão como causa da evasão as questões envolvendo os alunos. Estes por sua vez, apontam como motivo a própria escola, quando não os professores diretamente, entre outras causas. Há uma troca de “acusações”, quanto aos motivos determinantes da evasão. O importante é diagnosticar o problema para buscar a solução, já que para cada situação levantada existirá um caminho a ser trilhado.

Enfim muitas tentativas foram feitas no sentido de responder as causas da evasão escolar. Grande parte da evidencia empírica mostra que a evasão escolar e pobreza são, intimamente, ligadas e que o trabalho infantil prejudica a obtenção de melhores níveis educacionais. Pode-se argumentar que a indisponibilidade de serviços educacionais de qualidade e a falta de percepção dos retornos futuros levem o aluno ao trabalho precoce e aos baixos níveis educacionais. Outros estudos privilegiam os efeitos de restrições de renda e de crédito como causas de desvios da trajetória individual ótima de longo prazo.

Uma linha de investigação que não vem sendo explorada devido à falta de dados é composta de perguntas diretas aos jovens que saíram da escola sobre as suas respectivas motivações: seria a necessidade imediata de geração de renda ou seriam os baixos retornos futuros, tal como percebidos por eles ou pelos gestores.
 (Fonte: Portal educação)

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