domingo, 27 de julho de 2014

SUSTENTABILIDADE - POR QUE O NÍVEL DA CANTAREIRA ESTÁ CADA VEZ MAIS BAIXO


Quem mora no estado de São Paulo, principalmente na capital e cidades próximas, está enfrentando uma das piores secas no sistema de abastecimento de água dos últimos 80 anos. O sistema Cantareira vem mostrando queda em seu reservatório desde o meio de 2013 e, com o verão extremamente quente e seco, ele não conseguiu repor a água que normalmente viria com as pancadas de chuva nos meses de dezembro e janeiro.

Uso do Volume Morto
O estado é tão crítico que, além de campanhas de prevenção promovidas pela Sabesp, em que o cidadão que desperdiçar água irá receber uma multa, também está sendo considerada a possibilidade de usar o volume “morto” das represas. Esse volume é constituído pela parte com a água menos oxigenada e barrosa de todo o reservatório e o uso dele pode significar perigo para a saúde da população, já que a água pode estar contaminada.

Qual o motivo dessa seca?
Mas por que essa situação está ocorrendo? Além da falta de chuvas, o uso inadequado da água pela população e empresas fez que o reservatório não tivesse condições para abastecer a todos. De acordo com estudos, o pior dos cenários é o de que a água possa acabar em julho, também por conta da Copa do Mundo.

Como São Paulo será uma das cidades sede dos jogos, o consumo durante a festa do futebol aumentará e não há mais garantia de que haverá água para atender a toda a população. Atualmente já é possível ver bairros enfrentando cortes de água durante a noite e racionamento em cidades vizinhas, como na região do grande ABC.

Apesar de tudo, essa não é a pior situação de falta de água. Em 2003, o sistema chegou a operar com somente 3% de sua capacidade durante o mês de novembro. Hoje o volume está abaixo dos 20% e, caso a chuva não venha em quantidade suficiente, a tendência é que o problema fique ainda mais crítico, pois estamos no início do inverno, estação que é naturalmente seca.

O que pode ser feito?
A Sabesp tentou “fazer chover” na Cantareira contratando uma empresa que, com aviões, deposita gotículas de água nas bases das nuvens e, quando as mesmas ganham volume e ficam pesadas, chove. Apesar do processo ter sido feito 5 vezes, o nível de água continua caindo. O que resta para a população enquanto não chove em São Paulo, é economizar água.
(Fonte: Atitudes sustentáveis)

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