quinta-feira, 5 de março de 2015

NOTÍCIA - FORA DO PADRÃO, EMPRESA AMERICANA CRIA SMARTPHONE EM FORMATO CIRCULAR


Smartphones retangulares são padrão da indústria móvel. Para combater a mesmice (e um pouco do vício das pessoas), a companhia norte-americana Monohm desenvolveu um modelo totalmente diferente e apostou no formato circular com o Runcible.

O dispositivo, que fez sua estreia durante o Mobile World Congress --maior evento de tecnologia móvel do mundo--, realizado em Barcelona (Espanha), ainda é um protótipo e sua interface é baseada no sistema operacional Firefox OS, da Mozilla.

"Somos anti-smartphone, pelo menos como eles são usados atualmente. As pessoas ficam andando por aí como loucas segurando seus aparelhos. Sem contar os barulhos irritantes de notificações. Nossa ideia foi pensar em um formato de dispositivo em que a pessoa possa aproveitar melhor o mundo real", disse um dos fundadores da Monohm e designer de produto do Runcible.

A versão do Runcible que a reportagem teve acesso, basicamente, rodava uma apresentação em looping. No entanto, com um simulador instalado em um smartphone convencional, foi possível ter uma ideia. Por enquanto, havia apenas uma aplicação inicial de relógio com notificações de redes sociais. Os desenvolvedores dizem que vão trabalhar para adaptar alguns apps básicos para esse formato.

O aparelho não tem microfone embutido e nem alto-falante para fazer ligações (as chamadas só podem ser feitas com um fone Bluetooth). A ideia é que a pessoa só pegue o Runcible quando, de fato, precisar.

Dotado de uma câmera, até na hora de tirar fotos o aparelho é diferente. O formato da captura das imagens é redondo.

Apesar de ser um telefone, seus desenvolvedores consideram o Runcible mais uma peça de design ou, como eles costumam dizer, um objeto da era pós-smartphone. Os planos são produzir modelos de madeira e cerâmica, por exemplo.

A Monohm ainda trabalha no hardware a ser usado e o aparelho deve ser lançado em dezembro de 2015 no Japão com o preço de um aparelho topo de linha (os executivos estimam algo na casa dos US$ 500,00 desbloqueado). O país foi escolhido, pois a operadora japonesa KDDI é uma das investidoras do projeto.
(Fonte: Uol)

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