sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SERGIO CARRANO - TRANSGÊNICO E JUSTIÇA


Produtos alimentícios contendo ingredientes transgênicos devem ser identificados na embalagem para que o consumidor possa escolher sobre sua compra. De acordo como a legislação, a letra "T" (transgênico) dentro de um triângulo amarelo deve constar na rotulagem desses alimentos.


Mais de 90% da soja e 80% do milho produzidos no Brasil são de origem transgênica, e, por isso, boa parte dos biscoitos, bolachas, margarinas, enlatados, óleos e papinhas de nenê podem possuir esses ingredientes. 

A questão da informação está gerando uma grande disputa na política do Brasil tendo em vista que alguns projetos de lei pretendem tornar desnecessária essa informação e outros lutam para que o consumidor tenha direito a essa informação. 

Ações judiciais começam a surgir obrigando as empresas alimentícias que utilizam ingredientes transgênicos a rotularem os alimentos com essa informação.


Em recente decisão judicial, a Bimbo, responsável pelas marcas Pullman, Ana Maria e Nurella terá que informar o uso de transgênicos nesses alimentos conforme processo movido pelo Ministério Público de São Paulo. 

Trata-se de uma decisão muito importante para o consumidor, tendo em vista a crescente conscientização das famílias brasileiras no sentido de comprar produtos alimentícios saudáveis, isentos de ingredientes químicos e organismos geneticamente modificados. 

Um dos maiores problemas ligados aos transgênicos, é que em seu cultivo, aplica-se muito mais agrotóxico do que no cultivo convencional. Talvez por isso, o Brasil seja hoje um dos maiores utilizadores de defensivos agrícolas e agrotóxicos do mundo. 

Lembremos que a produção agrícola de larga escala é tecnológica e mecanizada. O trabalho é desempenhado por máquinas e os insumos químicos são aplicados em alta dose. Nesse ramo, a agricultura é um agronegócio. 

A lógica da agricultura familiar e dos orgânicos é exatamente o contrário. Na produção em pequenos empreendimentos familiares se utiliza a mão de obra local e não se utilizam agrotóxicos, gerando-se alimentos realmente saudáveis. 

Analise os rótulos dos alimentos (isso é direito seu) e faça opção por produtos saudáveis, afinal, a alimentação não pode ser um "negócio". Seja um consumidor consciente.

Um comentário:

  1. Comprar produtos transgênicos ou não é uma decisão do consumidor, desde que a rotulagem seja respeitada. Mas não há evidências de que alimentos formulados a partir de milho ou soja transgênicos sejam prejudiciais à saúde. Há muito boato irresponsável, uns poucos artigos científicos de péssima qualidade "mostrando" problemas, e nada mais. Ao contrário, hoje já 178 milhões de hectares plantados com plantas transgênicas no Mundo e uma história de consumo seguro por bilhões de pessoas e por outros bilhões de animais de criação e companhia, sem relato de problemas.
    Portanto, o rótulo com o T pode dar ao consumidor o direito de ter escolha baseada em ideologia (o que está errado, não é função do Governo apoia estas coisas), mas a escolha nada tem a ver com o alimento não transgênico ser mais saudável

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